Meia Maratona de Campinas acontece no domingo e tem o apoio do SAMU 192 CAMPINAS

19/07/2009

Autor: Camila de Pádua

Em circuito diferenciado, aconteceu no domingo, 19 de julho, a 12ª Meia Maratona de Campinas. O local escolhido para a realização da prova foi o complexo urbanístico Swiss Park, no quilômetro 89,5 da Rodovia Anhanguera. O evento é uma realização da TVB, Cuca (Corredores Unidos de Campinas) e conta com apoio da Prefeitura Municipal.

 

A Secretaria de Esportes e Lazer viabilizou a participação de vários órgãos da administração para a realização da prova. SAMU 192 CAMPINAS, Polícia Militar e Secretaria de Infraestrutura, com o Departamento de Limpeza Urbana e Departamento de Ações Integradas, irão apoiar o evento.

A prova será dividida em duas categorias: 21 quilômetros da meia maratona e cinco quilômetros de caminhada. A largada e chegada serão no histórico casarão da fazenda Bradesco. Durante o trajeto, que percorre as áreas do condomínio, os participantes terão vários pontos de hidratação.

Todos os participantes receberão um mini troféu. Além disso, foram premiados com troféus especiais os campeões gerais femininos e masculinos, e os três primeiros colocados por faixa etária. As equipes com maior número de inscritos, e as que somarem mais pontos durante a prova também serão premiadas com troféus.

Centro Olímpico

Apesar de ser a primeira prova esportiva na área, o local irá se acostumar com competições, já que está em construção o Centro Olímpico de Alto Rendimento, uma referência em seis modalidades esportivas para todo o Brasil: saltos ornamentais, tênis, taekwondo, bicicross, badminton e atletismo.

O complexo esportivo irá ocupar uma área de 163 mil metros quadrados, dentro do complexo urbanístico, e deverá receber investimentos na ordem de R$ 30 milhões, divididos entre recursos federais, municipais e da iniciativa privada.

O Centro também contará com uma vila olímpica, com 120 casas de alvenaria e capacidade para abrigar 1.400 atletas.

 

SAMU 192 CAMPINAS na Organização do Evento na área de Saúde

Texto: Dr. José Roberto Hansen

Fotos: Dr. José Roberto Hansen

O Coordenador do SAMU 192 CAMPINAS, Dr. José Roberto Hansen, responsável pela equipe de saúde neste evento, montou uma grande estrutura de apoio.

Segundo Hansen, devido a grande extensão da prova e a dificuldade de acessos que pudessem facilitar o atendimento, foi necessário utilizar de estratégias para a segurança da prova.

Estrutura usada:

1 – Posto Médico Avançado com 40 metros quadrados

2 – 02 Viaturas de Suporte Avançadas

3 – 02 Viaturas de Suporte Básico 

4 – 01 Viatura de Suporte Básico com DEA- Desfibrilador Externo Automático

5 – 01 Moto com DEA- Desfibrilador Externo Automático

6 – 01 Viatura de Atendimento à Múltiplas Vítimas

7 – 04 médicos

8 – 02 enfermeiros

9 – 07 técnicos de enfermagem 

10 – 07 motoristas

11 – 02 apoio operacional  

Pela primeira vez foi utilizada uma Moto com um profissional do SAMU 192 (garupa) com uma mochila de suporte Básico e um DEA – Desfibrilador Externo Automático, que acompanhou todo o trajeto realizado pelos corredores.

O outro DEA foi destacado em uma VSB também para dar resposta imediata numa situação de emergência.

O atleta com mais de 40 anos deve saber que correr maratona não é como passear no shopping.

Ele precisa de preparação física e técnica orientada, ao menos por seis a nove meses antes, avaliação médica em cardiologia aplicada ao esporte, correção dos fatores de risco, alertar sobre condições ambientais, avaliar a relação risco x benefício da prova, etc.

Não existe o risco zero na prática de algum esporte de elevada intensidade. Sendo assim, qualquer evento médico deveria ser esmiuçado aos mínimos detalhes para que possamos prevenir o atleta ao máximo.

Esporte não é vacina nem a avaliação é um seguro de vida.

Os exageros e falsas garantias de sucesso são parte do dia-a-dia do modismo das corridas, muitas delas organizadas sem responsabilidade pelo Brasil afora.

1. Não facilitar as avaliações pré-participação, que devem ser sempre completas.

2. Alertar ao esportista que deve trazer os exames para revisão, mesmo que estejam normais. Muitos “abrem” os envelopes com os resultados dos exames e, estando normais, não os levam ao médico.

3. Não desvalorizar pequenas alterações que são encontradas na avaliação e, se necessário, pedir uma segunda opinião ou junta médica com humildade e responsabilidade visando o bem estar do nosso cliente.

O Exercício Físico demanda uma maior necessidade de nutrientes e oxigênio nos músculos do corpo, o que vai exigir do coração um desempenho maior. O órgão terá que bater mais vezes por minuto causando taquicardia. Outro motivo para a taquicardia, a desidratação, que reduz o volume de sangue circulante. "O coração acaba batendo mais para compensar essa diminuição".

Com treinamentos esse desgaste diminui, mas é preciso orientação de profissionais.

Mesmo com esses cuidados, os riscos existem e precisamos oferecer 100% de garantia dos atletas, pois sendo um evento que tem o apoio direto da Secretaria de Esportes, a Prefeitura de Campinas, assume uma responsabilidade diante de seus munícipes.

 

EQUIPE DE TRABALHO DO SAMU 192 CAMPINAS  
  MOTO COM ENFERMAGEM COM DESFIBRILADOR EXTERNO AUTOMÁTICO (DEA)
POSTO MÉDICO AVANÇADO DE 40 m2 COM MEDICAMENTOS E DESFIBRILADORES  
EQUIPES DE PRONTIDÃO  NA CHEGADA DOS CORREDORES  
  ATENDIMENTOS DE BAIXA COMPLEXIDADE FORAM REALIZADOS NO P.MA
 

EQUIPE POSICIONADA - KM 13

EQUIPE POSICIONADA – KM 8

EQUIPES POSICIONADAS  - KM 2

CORREDORES NA LARGADA

CAMINHANTES – 5 KM

Alguns profissionais do SAMU também participaram do evento como atletas

 

 

Dr. Hansen entregando a premiação da segunda colocada