SAMU 192 CAMPINAS FAZ PARCEIRA COM A ORGANIZAÇÃO DE PROCURA DE ÓRGÃOS – HC

18/02/2009

O SAMU 192 CAMPINAS realizou nos dias 10 e 17 de fevereiro de 2009 uma Capacitação para os profissionais do Serviço com a intenção de informar a importância do atendimento pré hospitalar na preservação das condições de pacientes que possam ser prováveis doadores de órgãos.

A palestra ministrada pelo médico da Organização de Procura de Órgãos (OPO) Antônio da Costa Sardinha e pela enfermeira do SAMU 192 CAMPINAS e também membro da OPO, Maria Valeria de Omena de Athayde.

Em 4 de fevereiro de 1997, pela Lei nº 9.434, foi criado e organizado o Sistema Nacional de Transplante, o qual atuaria no conhecimento de morte encefálica em qualquer ponto do território nacional, assim como seria responsável pelo destino dos tecidos e órgãos doados. Este sistema passa a compreender as seguintes esferas de representação:

-Ministério da Saúde

-Secretaria de Saúde do Estado

-Secretaria de Saúde do Município

-Hospitais Autorizados

-Rede de Serviços auxiliares necessários à realização dos transplantes.

 

Ao SNT cabe o papel de gerenciar a lista única nacional de receptores, com todas as indicações necessárias à busca de órgãos; assim como é de sua responsabilidade conceder a autorização aos estabelecimentos de saúde e equipes especializadas para realizarem a captação, transporte e transplantação do enxerto. 

A OPO é um modelo para captação de órgãos particular para o Estado de São Paulo, adotado tanto pela CNCDO (Central de Notificação e Captação de Órgãos) da capital quanto pela do interior. De acordo com este modelo, cada hospital-escola possui uma OPO que consiste em uma equipe que se desloca entre vários hospitais em sua região, acionados pelos médicos locais que identificaram dentre seus pacientes um potencial doador em morte encefálica.

A área de abrangência da OPO HC – Unicamp é composta de 127 cidades, num total de 8.000.000 de habitantes.

Atribuições da Organização de Procura de Órgãos: 

I - Detectar possíveis doadores de órgãos e tecidos nos hospitais;

II- Viabilizar o diagnóstico de morte encefálica;

III- Criar rotinas para oferecer aos familiares de pacientes falecidos no hospital a possibilidade de doação de córneas;

IV- Articular-se com a CNCDO (Central de Notificação, Captação e Distribuição de órgãos) para organizar o processo de doação e captação de órgãos e tecidos;

V – Responsabilizar-se pela educação continuada dos funcionários da instituição sobre os aspectos da doação e transplantes de órgãos e tecidos, através da realização de cursos;

VI – Articular-se com todas as unidades de recursos diagnósticos necessários para atender aos casos de possível doação;

VII – Capacitar, adequada entrevista familiar de solicitação para a doação de órgãos e tecidos.

 

O protocolo no SAMU consiste em todos os pacientes atendidos com Glasgow igual ou menor de 8 serão informados pelos Médicos Reguladores do SAMU à Central da OPO, que acionará uma enfermeira específica contratada pela Secretaria de Saúde que ficará responsável pelos cuidados do processo de captação de Órgãos na sua unidade hospitalar.

AUTORES DO PROJETO:

 Prof. Dr. Helder José Lessa Zambelli

Coord. OPO HC – UNICAMP

Maria Valéria de Omena Athayde

 Enf. OPO – HC UNICAMP /

 SAMU 192 CAMPINAS

 Dr. José Roberto S. Hansen

oord. SAMU 192 CAMPINAS