Estudante de Medicina de Bragança Paulista participa de estágio de vivência no SAMU 192 CAMPINAS durante o mês de junho e julho de 2009

09/06/2009

O SAMU 192 CAMPINAS foi criado em 1995 sendo o primeiro serviço de atendimento pré-hospitalar e obedecendo aos mesmos critérios de regulação médica de todos os casos clínicos, traumáticos e psiquiátricos exigidos pelo Sistema atual SAMU 192 do Ministério da Saúde.

Nesta experiência o estudante conhece desde o Sistema Único de Saúde até os diversos diagnósticos e os procedimentos/ técnicas utilizados nos atendimentos de urgências e emergência.

Abaixo o relato do estudante de medicina Franco Chies Martins - 12º semestre/ 6º ano medicina da Universidade São Francisco – Bragança Paulista/SP (Início 25/05. Fim 26/06):

Sempre tive fascínio pela medicina de urgência desde o primeiro dia que pisei no Hospital Universitário São Francisco e decidi cursar medicina. Dentro da minha rede de colegas e amigos, conheci um médico inteligente e bem humorado, Dr. Bruno Marino, que costumava contar-me sobre seus atendimentos num ótimo serviço de atendimento pré-hospitalar, o SAMU Campinas.

No quinto e sexto anos da minha faculdade é permitido ao aluno realizar 2 estágios supervisionados fora da faculdade, ou na própria unidade. Optei no quinto ano em servir no Hospital MunicipaI Ipiranga, na cidade de São Paulo. No sexto e último ano tive sugestão desse colega para conhecer o SAMU. Entrei em contato com a Universidade São Francisco e com o setor responsável pela organização de estágio no SUS, o CETS – centro de atendimento ao trabalhador da saúde, dando entrada com os documentos necessários. A transação foi tranquila.

O contato que eu tinha até então com APH se resumia aos socorristas que trabalham na região bragantina e levam pacientes traumatizados ao hospital universitário. Não conhecia a dinâmica nem o sistema integrado de ambulâncias.

Esperava conhecer o funcionamento do SAMU, e ter mais contato com a urgência, que difere bastante do serviço ambulatorial, e até mesmo do hospitalar. As situações enfrentadas exigem uma série de competências pouco exploradas no ambiente acadêmico. Reconhecer a cena (seja uma residência ou no meio de via pública), a cinemática do trauma, fazer triagem de casos realizando diagnósticos e tomando condutas rápidas e precisas são funções de difícil realização até mesmo para o profissional experiente. O médico, o enfermeiro e o condutor da ambulância devem estar em sintonia para o êxito da ocorrência, atuando em uníssono.

O contato da equipe com a população interfere diretamente na qualidade do atendimento. A comunicação com a central 192, descrevendo bem o caso e o endereço, contribui para estratificação da complexidade da ocorrência. Libera as ambulâncias UTI para os casos urgentes com risco de vida ou as ocupa inutilmente. O bom discernimento da população economiza recursos e otimiza o atendimento diretamente.

A polícia e o corpo de bombeiros também auxiliam o serviço do SAMU. Várias unidades possuem desfibrilador automático e funcionários aptos a realizar massagem cardíaca e solicitar auxílio do 192 com precisão.

Ficar algumas semanas no SAMU vem acrescentando muito a minha experiência profissional e pessoal. A organização da base telefônica e regulação, limpeza das unidades e funcionamento dos atendimentos me impressionaram por sua qualidade. Fiz bons amigos e espero em breve também fazer parte dessa equipe que serve de exemplo de excelência em serviço de saúde.