Médico Psiquiatra do SAMU 192 CAMPINAS atende paciente psiquiátrica num caso incomum.

08/07/2009

Mulher mora com o cadáver do filho em Campinas

O corpo do rapaz já estava em estado de decomposição e foi descoberto depois que vizinhos chamaram a polícia. A reportagem saiu no Jornal COSMO ON LINE nesta data, referindo o atendimento pelo SAMU 192 CAMPINAS.

Uma senhora de 61 anos vivia com o cadáver de seu filho, de 31 anos, há cerca de 20 dias em uma casa no Jardim dos Oliveiras, em Campinas. O corpo do rapaz já estava em estado de decomposição e foi descoberto depois que vizinhos incomodados com o mau cheiro que vinha da casa, chamaram a Polícia Militar (PM). Identificado como R.J.F., o corpo estava no quarto, em cima da cama, sem as roupas e coberto por insetos.

De acordo com os policiais que atenderam a ocorrência, a mulher - identificada como N.J.C., tem problemas mentais e não tinha consciência de que o filho estava morto no cômodo da casa. E quando perguntada pelos policiais sobre o filho, ela dizia que ele estava desaparecido e pedia para que a ajudassem a encontrá-lo.

Ela foi atendida e levada por uma equipe (Médico Psiquiátrico, enfermagem e socorrista) do SAMU 192 CAMPINAS para o Centro de Atenção Psicossocial da região Sul (Caps- Sul), no Parque Prado. O corpo do rapaz foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) onde passará por exames para descobrir a causa da morte. A polícia acredita que o rapaz tenha morrido de overdose, o rapaz seria viciado em drogas. 

Ainda de acordo com a polícia, o marido da senhora está internado no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, com fratura no fêmur e com edema pulmonar, e não sabia o que estava acontecendo. 'Ele está há dois meses no hospital. O filho que cuidava dela apesar dos problemas com drogas', contou um dos vizinhos da rua.

Ele disse que a senhora nunca saia de casa e não deixava ninguém entrar. 'Só via o filho que sempre andava pelo bairro, mas do nada ele sumiu. E como sabemos que ele tem problemas com drogas, achamos que pudesse estar internado', contou. 

Outra vizinha da senhora, a dona de casa S.S.R., de 54 anos, contou que há um mês levava comida para ela, mas nunca desconfiou de nada. 'Como sei que o marido dela está no hospital, passei a levar comida, mas sempre dava no portão. Ela tem medo das pessoas e não deixava ninguém entrar. E sempre que ia até o portão ela me perguntava se eu tinha visto o filho dela. Que ele estava desaparecido. Não dá para acreditar que uma coisa dessas estava acontecendo aqui do meu lado', desabafou a mulher. A investigação sobre a causa da morte do rapaz será investigada pelo Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da Delegacia de Investigações Gerais de Campinas. (DIG)