Capacitação no SAMU 192 CAMPINAS – Cuidados com amônia

01/10/2008

A Coordenação do SAMU 192 CAMPINAS promoveu a funcionários do serviço uma capacitação em atendimentos com materiais perigosos, neste caso, específico da substancia AMÔNIA – NH3.

Um Simulado que será realizado na Rhodia promovido pela RINEM- Rede Integrada de Emergência – o qual o SAMU 192 CAMPINAS está inserido, pois, quando acontece um incidente com presença de vítimas, o atendimento médico e transporte aos hospitais é uma das atividades do Serviço.

Assim, o coordenador Dr. José Roberto Hansen, antecipando esses riscos e cuidados aos seus profissionais que realizam diversos atendimentos em rodovias que podem envolver caminhões tanque transportando diversos tipos de materiais, apresentou a referida explanação.

 A AMÔNIA é um dos produtos mais comuns transportados nas rodovias que cortam nossa cidade e também nas regiões centrais.

A principal utilização da Amônia são os diversos frigoríficos e que também podem causar acidentes em caso de vazamentos deste produto.

Os sistemas de refrigeração por amônia consistem de uma série de vasos e tubulações interconectados, que comprimem e bombeiam o refrigerante para um ou mais ambientes, com a finalidade de resfriá-los ou congelá-los a uma temperatura específica.

Sua complexidade varia tanto em função do tamanho dos ambientes, quanto em função das temperaturas a serem atingidas. Como se trata de sistemas fechados, a partir do carregamento inicial, o agente somente é adicionado ao sistema quando da ocorrência de vazamento ou drenagem.

A amônia, com símbolo químico NH3, é constituída de um átomo de nitrogênio e três de hidrogênio, apresentando-se como gás à temperatura e pressão ambientes.

Liquefaz-se sob pressão atmosférica a -33,35 ºC. É altamente higroscópica e a reação com a água forma NH4OH, hidróxido de amônia, líquido na temperatura ambiente, que possui as mesmas propriedades químicas da soda cáustica. É estável quando armazenada e utilizada em condições normais de estocagem e manuseio.

Acima de 450ºC, pode se decompor, liberando nitrogênio e hidrogênio.

É facilmente detectada a partir de pequeníssimas concentrações (5 ppm) no ar pelo seu cheiro "sui-generis".

As instalações frigoríficas trabalham com refrigerantes com características físico-químicas especiais e em condições de temperatura, pressão e umidade diferenciadas do habitual e apresentam riscos específicos à segurança e saúde.

As maiores preocupações são vazamentos com formação de nuvem tóxica de amônia e explosões.

Causas de acidentes são falhas no projeto do sistema e danos aos equipamentos provocados pelo calor, corrosão ou vibração, assim como por manutenção inadequada ou ausência de manutenção de seus componentes, como válvulas de alívio de pressão, compressores, condensadores, vasos de pressão, equipamento de purga, evaporadores, tubulações, bombas e instrumentos em geral.

É importante observar que mesmo os sistemas mais bem projetados podem apresentar vazamentos de amônia, se operados e mantidos de forma precária.

As empresas devem possuir equipamentos básicos de segurança pessoal para cada trabalhador envolvido diretamente com a planta, dispostos em locais de fácil acesso e fora da sala de máquinas:

· Uma máscara panorâmica com filtro de amônia;

· Equipamento de respiração autônomo;

· Óculos de proteção ou protetor facial;

· Um par de luvas protetoras de borracha (PVC);

· Um par de botas protetoras de borracha (PVC);

· Uma capa impermeável de borracha e/ou calças e jaqueta de borracha;

Devem ser estabelecidos por escrito planos de emergência para ações em caso de vazamento, realizando-se treinamentos práticos. Como conteúdo mínimo, é preciso prever mecanismos de comunicação da ocorrência, evacuação das áreas, remoção de quaisquer fontes de ignição, formas de redução das concentrações de amônia e procedimentos de contenção de vazamentos.