Simulado de Ajuda Humanitária contou com mais de 400 participantes

15/09/2006

Autor: Cláudia Xavier

A Praça Arautos da Paz, no Taquaral, foi palco na manhã desta sexta-feira, dia 15 de setembro, para a simulação de um acidente com vítimas, envolvendo um caminhão transportando amônia e um carro de passeio.

Cerca de 400 pessoas, entre voluntários e profissionais, participaram do exercício. A atividade teve como objetivo estabelecer diretrizes do sistema municipal e regional de Defesa Civil na aplicação do modo gerencial para comandar, controlar e coordenar operações frente às necessidades de ajuda humanitária estabelecidas no Direito Humanitário Internacional em caso de grandes desastres.

O simulado foi organizado pela Secretaria Municipal de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública, por intermédio do Departamento de Defesa Civil de Campinas, e em parceria com a Defesa Civil do Estado de São Paulo. A atividade contou com a participação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas S/A), Defesa Civil de cidades vizinhas, Instituto Médico Legal, Instituto de Criminalística, Exército, Guarda Municipal, Polícia Civil e outros órgãos envolvidos em ocorrências deste tipo.

Simulado é um exercício que representa com semelhança alguma situação que aconteceu ou poderá acontecer, e tem como objetivo a coleta de informações e o aprendizado, bem como proporcionar um melhor preparo profissional dos componentes dos diversos órgãos que são responsáveis em prestar socorro à população.

Cenário

Após montado o cenário do acidente com o caminhão, o carro e as vítimas, o exercício teve início com a chegada do Corpo de Bombeiros que, simultaneamente, fez a contenção do vazamento de amônia e o salvamento dos envolvidos, além de evacuar a população.

Na seqüência, as vítimas foram encaminhadas ao PMA (Posto Médico Avançado) sob responsabilidade do Samu, onde foi feita uma triagem de acordo com a gravidade de cada um.

Vítimas

As vítimas leves foram encaminhadas à base de apoio e, depois, liberadas para abrigos ou para o atendimento de assistentes sociais, conforme a necessidade.

As vítimas graves, por sua vez, receberam o atendimento de urgência e foram encaminhadas aos hospitais. Já as vítimas fatais permaneceram no local do acidente até a chegada da PM e da perícia técnica e, depois, encaminhadas à Setec (Serviços Técnicos Gerais).

"Em simulações assim podemos ver que o nosso trabalho vai além de estabilizar e transferir as vítimas em condições adequadas. É preciso que cada um conheça o seu limite de atuação para não interferir no trabalho dos outros. Se for para cometer erros, que seja agora", disse o coordenador do Samu, José Roberto Hansen .

No simulado, o órgão contou com a participação de parceiros em casos de urgência e emergência como a Unimed Help, Medicar, Autoban e outros.

Exercícios

Além da prática dos bombeiros, profissionais do Samu e da polícia, o simulado possibilitou também o exercício de abrigos de emergência, com o trabalho de assistentes sociais junto às pessoas desabrigadas; de nutrição e alimentação (demonstração de porções nutricionais em emergências); de segurança e ordem pública; de manejo de mortos (planejamento e execução de atividades de apoio na remoção, identificação e sepultamento de corpos, grupo de apoio às famílias).

Os outros que puderam ser testados são os de: transporte e logística, informática, comunicação, serviços essenciais, saneamento, gerenciamento de suprimentos humanitários e avaliação de danos.