Lula vem a Campinas para assinar acordo com a Brasil Ferrovias e SAMU 192 Campinas dá apoio de saúde ao Presidente da República

06/05/2005

Participaram da solenidade, que aconteceu na tarde desta sexta-feira, dia 6, na Estação Cultura, além do prefeito de Campinas e do presidente da República, os ministros dos Transportes, Alfredo Nascimento; da Integração Nacional, Ciro Gomes e do Trabalho e Emprego, Ricardo Berzoini, além do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin e demais autoridades. Na ocasião, foi assinado o Termo de Ajustamento de Condutas (TAC) pela Ferroban e Novoeste com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Em seu discurso, Dr. Hélio lembrou que a história das ferrovias brasileiras coincide com a do município. "No final do século passado, o Barão de Mauá e o governador, na época, da província de São Paulo, conseguiram levar o trecho da ferrovia de Santos para exportações da riqueza do café e do algodão da região de Campinas até Jundiaí", destacou. De acordo com o prefeito, posteriormente, com 100% do capital nacional, Campinas passa a constituir um dos maiores complexos ferroviários da América.

Segundo Dr. Hélio, esse complexo proporcionou as grandes evoluções tecnológicas para a cidade. Prova disso é que Campinas foi o segundo município do mundo a ter telefonia, logo após Londres implantar o sistema, em 1880; além de ter sido a segunda cidade da América a ter olarias e uma das primeiras a compor o complexo ferroviário de cargas.

"Por essa razão, como prefeito de Campinas, afirmo que nos sentimos lisonjeados com a visita do presidente da República, que nos traz um dos maiores setores responsáveis por apontar um dos grandes eixos de desenvolvimento e justiça social de nosso País", destacou Dr. Hélio.

Investimentos

O Plano de Reestruturação da Brasil Ferrovias prevê o aporte de R$ 1,5 bilhão, sendo R$ 446 milhões decorrentes da conversão de dívidas em capital; R$ 375 milhões por parte dos acionistas e R$ 647 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dos quais R$ 265 milhões decorrentes de empréstimos e o restante em forma de investimento.

Além do saneamento financeiro da companhia, a reestruturação da Brasil Ferrovias favorecerá investimentos que poderão alcançar R4 2,4 bilhões até 2009. A verba será aplicada na manutenção das linhas férreas, na reforma de vagões e na aquisição de novas locomotivas.

O sistema operacional da Brasil Ferrovias é dividido em corredores de transporte de carga constituídos da seguinte maneira: a Ferroban atende o estado de São Paulo; a Noroeste liga Mato Grosso a Corumbá – e agora irá até Mairinque, em São Paulo – e a Ferronorte liga Mato Grosso do Sul a Mato Grosso. Com a reestruturação, o Governo Federal facilitou o escoamento das cargas até o Porto de Santos.  

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, destacou em seu pronunciamento que Campinas é o berço do sistema ferroviário brasileiro e que o Estado conta com 5,2 mil quilômetros de linhas férreas, mas grande parte se encontra ociosa. "A capacidade do trecho que liga Campinas ao Porto de Santos é de 80 milhões de toneladas, mas a utilização atinge apenas cerca de 20% desse potencial", destacou.

Sonho possível

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou na ocasião que a reestruturação da Brasil Ferrovias é a realização de um sonho. "Em maio de 2003, quando lançamos a proposta de recuperar as ferrovias brasileiras, parecia impossível construir um plano que nos permitisse estar aqui, realizando este ato tão importante", disse.

Segundo o presidente, há 50 anos seria perfeitamente viável a integração entre os diversos modais de transportes, como ferroviários, rodoviários, hidroviários e aeroviários. "Se isso tivesse sido efetivado, hoje o Brasil seria um País muito mais rico e desenvolvido", destacou. Para Lula, a reestruturação da Brasil Ferrovias representa a recuperação de um meio de transporte que não poderia ter sido deixado de lado após a implementação da indústria automobilística no País.

"Jogamos, ao longo de nossa história, oportunidades extraordinárias, e o Brasil não pode jogar fora mais nenhuma oportunidade", ressaltou. De acordo com o presidente, o País não pode mais deixar que uma eleição, seja ela municipal, estadual ou nacional, atrapalhe um projeto de desenvolvimento que possa transformar a nação em soberana, desenvolvida, geradora de riqueza e distribuidora de renda.

Donizeti Vieira
Paloma Lopes

 

 

Equipe do SAMU 192 CAMPINAS
Dr. Hansen - Coordenador SAMU

Enfermeiro Lissandro - Co-Gerente SAMU
Dr. Gustavo Magaldi - Médico Emergêncista
Delirval Rodrigues - Supervisor Núcleo Operacional
José Roberto Silva - Enfermeiro

Enfermagem
Aux. Patrícia Santos
Aux
. Fátima Solange
Tec. João Geraldo de Campos

Motorista
Cláudio Dias das Neves